O
testemunho seguinte é de uma jovem da România.
“Foi
em agosto que Eu comecei a ensinar-te.
É
uma espécie de aniversário, para nós. (...)
Vem,
celebra Comigo.”
Era
agosto de 2000 quando um amigo me emprestou um livrinho azul chamado “A
Verdadeira Vida em Deus”. Comecei a lê-lo no metrô, no caminho para casa,
e não consegui parar. Continuei lendo durante a tarde e, naquela noite, rezei
com uma estranha e nova sensação – a sensação de que minha oração fora
ouvida, de que Jesus estava ali mesmo a meu lado. Era como descobri-lo
novamente; tão maravilhosa era a sensação da sua amorosa presença!
Somente
mais tarde dei-me conta de que, uma semana antes de receber o livro de “A
Verdadeira Vida em Deus”, tinha encontrado uma garota que acabava de chegar
de Medjugorje. Ela tinha me contado detalhadamente a sua peregrinação, e o
que mais mexeu comigo foi a maneira como ela falava de Nossa Senhora – um
relacionamento íntimo, amoroso. Fiquei comovida. Porque meu caminho com Deus
esteve, muitas vezes, prejudicado pelo medo. Eu sentia falta de Deus, mas às
vezes tinha a sensação de estar muito longe d’Ele. Após conversar com
aquela garota, rezei pedindo que eu também pudesse ter um tal relacionamento
com Deus. E a resposta veio rapidamente com o livro de “A Verdadeira Vida em
Deus”.
Eu
estive procurando por Deus à minha maneira por um bocado de anos. Jesus me
fascinava, e eu estava tentando viver minha fé ortodoxa, indo à Missa aos
domingos, jejuando, confessando e recebendo a Comunhão. Ainda assim,
continuava com medo de Deus, com medo de que Ele pudesse me punir pelos meus
pecados e me fizesse sofrer. Muitas vezes ficava angustiada com a idéia de
receber a Eucaristia, porque me via tão sem valor. Tinha acabado de comemorar
meu aniversário de 18 anos e as crises de minha adolescência não tinham
acabado. Como muitos adolescentes, não me aceitava do jeito que era e tinha
muita dificuldade em aceitar minha família. Muitas vezes tinha a sensação
de que ninguém poderia me amar. Como não conseguia amar a mim mesma, pensava
que Deus me rejeitaria também. Às vezes me sentia terrivelmente solitária e
mal interpretada.
Neste
estado mental, li o livro “A Verdadeira Vida em Deus”. A primeira coisa
que me chamou a atenção foi o diálogo terno, íntimo, entre Jesus e Vassula.
Seria possível falar com Deus daquele jeito? Todas aquelas palavras amorosas,
PARA MIM??? Meu coração rendeu-se rapidamente. Escrevi no meu diário:
“Agora que encontrei meu Amigo, nunca mais vou me odiar. Estou feliz. É uma coisa tão extraordinária que, às vezes, duvido que seja realidade. No meu caminho para casa, senti a necessidade de sorrir, correr e pular. Este amor é imensurável”.
Os
livros que tinha lido e as pessoas ao meu redor afirmavam repetidamente que
Deus é amor. Mas agora eu tinha EXPERIMENTADO o Amor. Dou-me conta que
encontrei a chave para minha vida – a Presença de Deus ao meu lado. E o
conforto de não estar só, aconteça o que acontecer. A linguagem do amor, tão
desprezada por alguns, era tão refrescante para minha alma. Deu-me a certeza
de ser amada até a loucura, total e incondicionalmente.
Certamente
Deus ainda tinha muito trabalho a fazer comigo. Porque as dúvidas voltavam;
cada vez que eu falhava, ficava tentada a dizer “Eu não sou uma escolhida,
sou uma pecadora. Essas palavras não são para mim”. Mas tinha sido
apanhada na rede do Amor. Aos poucos aprendi a falar com Ele livremente, a amá-Lo,
a confiar mais nEle. Comecei a ir à Comunhão com alegria no coração, em
lugar de terror. Aprendi a ter meu próprio, pessoal, diálogo com Jesus.
Esse
foi o primeiro e mais precioso tesouro que encontrei nesse livro. Mas havia
algo mais: o tesouro da Unidade.
Estava
vivendo minha fé ortodoxa sem prestar muita atenção aos outros cristãos. Não
tinha nada contra eles, mas também não me importava com eles. Quando li, na
“Verdadeira Vida em Deus”, que Cristo sofre pela nossa divisão, decidi
trabalhar pela unidade e pedi a Ele que me guiasse. Eu queria ter uma mente
aberta, um coração aberto para procurar as coisas que nos unissem e não as
coisas que nos separassem. Deus me guiou primeiro à Semana de Oração pela
Unidade Cristã e depois me fez ficar em contato com uma comunidade católica
carismática.
Dessa
forma, descobri a Igreja Católica, um evento que significou muito para meu
crescimento espiritual. Entre as coisas mais importantes que aprendi estavam o
valor da Eucaristia e do Coração de Nosso Senhor. Quanto mais aprendia sobre
a Igreja Católica, mais notava seus pontos em comum com a Ortodoxa.
Compreendi o que Jesus quis dizer quando falou ”Unidade é compartilhar suas
riquezas”. Porque compartilhar nossas riquezas é uma maneira
de crescer na fé e no entendimento mútuo. Li livros católicos, mas
que alegria senti também quando um sacerdote católico inspirou uma de suas
homilias nos escritos de São Silouan que eu tinha lhe emprestado! Penso que
essas pequenas coisas, feitas com amor, podem ajudar muito.
Longe
de apartar-me da fé Ortodoxa, essa procura espiritual pela Igreja Católica
me fez amar a Ortodoxa ainda mais. Colocou em evidência alguns de seus
tesouros e valores que eu não tinha notado ou nos quais eu prestara pouca
atenção. Tenho alguns amigos ortodoxos que vivem a unidade da mesma maneira.
Com o passar do tempo, conheci mais e mais pessoas que têm as mesmas idéias.
Não sentimos nenhuma necessidade de fazer uma escolha entre as duas Igrejas.
Em lugar disso, rezamos para que a verdadeira unidade do coração possa vir.
Tendo
acabado de retornar de minha primeira peregrinação a Medjugorje, três anos
após ter lido ”A Verdadeira Vida em Deus”, quero celebrar com Nosso
Senhor e com Nossa Santa Mãe e dedicar-Lhes este testemunho em sinal de
gratidão. “A Verdadeira Vida em Deus” foi e continua sendo um marco na
minha caminhada espiritual. Glória a Deus pelo grande trabalho que tem
efetuado com o Hino do Seu Amor!
(traduzido por Fernando de La Riva - AVVD do Rio de Janeiro - RJ - Brasil)
(revisado por Larissa de Freitas Faria – AVVD de Belo Horizonte – MG – Brasil)